Facebook fecha parcerias para começar a vender ingressos de shows

E o Facebook segue em sua expansão pelas redes. No último mês de dezembro, a rede social mais popular do mundo já havia anunciado que iria começar a vender ingressos de shows diretamente através das páginas de eventos com um botão de ‘comprar ingressos’, e agora ela fechou suas duas primeiras parceiras na empreitada: a Ticketmaster e Eventbrite.

A Ticketmaster vai começar a vender ingressos no Facebook até o final de abril nos EUA, como parte de um acordo que irá pagar uma taxa de afiliação à rede social para cada ingresso vendido, enquanto a Eventbrite vai trabalhar em um formato parecido, apesar de não pagar nenhuma taxa durante o período de testes.

De acordo com o site DigitalGov, americanos usando dispositivos móveis gastam 87% de seu tempo em aplicativos, contra apenas 13% em sites – 50% de seu tempo em seus aplicativos mais utilizados, e 78% do tempo em seus três aplicativos mais utilizados, e claro que o Facebook é um deles, então faz todo o sentido que as tiqueteiras queiram um pedacinho desse mercado.

Dan Armstrong, vice-presidente e diretor geral de distribuição da Ticketmaster, disse ao  BuzzFeed News: “Ao tornar possível a compra de ingressos diretamente pelo Facebook, nós esperamos proporcionar uma experiência de compra mais transparente e vender mais ingressos.”

Enquanto o Facebook já declarou publicamente que não venderá ingressos sozinho, outra gigante digital, a Amazon, irá: ao mesmo tempo que o Facebook anunciou que vai entrar no setor de ingressos, a Amazon, maior loja virtual do mundo começou incrementar suas vendas de ingressos através da criação da Amazon Tickets no Reino Unido, com base em iniciativas anteriores nos setores teatrais de eventos ao vivo.

O consultor da indústria de bilheterias, Tim Chambers, disse à IQ em dezembro: “Quando se trata das aspirações de vendas de ingresso do Facebook e da Amazon, se eu fosse uma empresa de tiqueteira, eu ficaria muito preocupado com a Amazon. Eles veem a venda de ingressos como uma ferramenta de retenção de consumidores e aquisições, mais do que um negócio onde querem fazer dinheiro.”

“E a questão em relação a Amazon é que, de milhares de pessoas, com o CEP de Bristol que foram em um show da Adele, agora a empresa sabe exatamente quem eles são e o que eles querem comprar culturalmente, tornando fácil para eles para mandar o clássico “se você gostou disso, você também pode gostar dessas ofertas.”

O Crowdsurge, que se fundiu com o serviço de descobertas de show Songkick em junho de 2015, estava entre as primeiras companhias que experimentaram vender ingressos através do Facebook, introduzindo um aplicativo em 2011 que permitia que fãs comprassem ingressos de páginas selecionadas de artistas no Facebook, incluindo Kaiser Chiefs, The Books e Miles Kane. Entretanto, a fusão da companhia – que comercializa através do nome Songkick – não tem um aplicativo próprio: se um usuário tenta acessar o que é anunciado como seu aplicativo (no endereço apps.facebook.com/songkick-concerts) ele simplesmente redireciona o usuário para o site do Songkick.