Maximus Festival 2016!

Ontem a ON STAGE LAB teve o orgulho de participar com os alunos do curso SHOW BUSINESS – UM PANORAMA DO ENTRETENIMENTO de um dos eventos mais incríveis do ano, o MAXIMUS FESTIVAL!

Com uma programação bem nichada de heavy metal, como seu próprio fundador Phil Rodriguez fez questão de contar durante a coletiva de imprensa do evento, a primeira edição foi um sucesso e contou com uma das grandes novidades do mercado de shows no momento: as pulseiras Cashless, que funcionavam com um novo sistema, em que todas as compras feitas durante o festival não precisaram usar dinheiro, apenas o chip que também serviu de ingresso de acesso ao festival.

Foi a primeira vez que o sistema foi utilizado em São Paulo (o primeiro evento que contou com a tecnologia foi o Tomorrowland em Itu, realizado em maio deste ano). Com ele, era apenas necessário cadastrar a sua pulseira e recarrega-la com Metals, a moeda do evento, para comprar alimentos, bebidas e até mesmo merchandising. Apesar de uma leve confusão no começo do evento – algumas pessoas tiveram dúvidas sobre o sistema – ele pareceu ser bem aceito pelos fãs que passaram pelo autódromo ontem, e ainda contava com uma grande vantagem: os metals não utilizados durante o dia foram reembolsados, evitando desperdício de dinheiro com aquelas fichas que insistem em sobrar no final dos eventos.

Outra novidade que não se via há anos em festivais de música no país foi a posição dos palcos: um ao lado do outro, com shows começando quase que simultaneamente um após o outro, o que permitiu que os fãs não precisassem se deslocar tanto ao longo do evento, e garantia excelente visibilidade de todas as atrações principais, o que com certeza agradou a todos que participaram do evento!

Já a questão dos equipamentos trazidos para o evento, o headliner Rammstein deu um show de técnica e pirotecnia em sua apresentação que impressionou a todos. Indo na contramão da grande maioria das bandas que fazem turnê pela América Latina, os ícones do metal alemão levaram 10 carretas de equipamentos para trazer o mesmo show que os fãs assistem na Europa e América do Norte. Foram diversos grids de luz que tinham movimentação constante, fogos de artifício, explosões e labaredas que roubaram a cena durante boa parte do espetáculo impecável trazido pelos alemães. Deu até vontade de esperar que mais bandas de rock trabalhem assim com pirotecnia e luzes, pois o efeito final e sua combinação com rock ficou simplesmente fenomenal.

14222370_1754078634863767_7902880906819557056_n

A área reduzida do festival fez com que todos os ambientes e ativações como a exposição de fotografia M.Rossi, o pula-pula da Sky e todas as atrações como feira de discos, tatuagens e lojas fossem acessadas mais facilmente, pois estavam próximas dos palcos. Já a área de alimentação contou com diversas opções de foodtrucks, todos concentrados em um espaço que ficou conhecido como Gas Town.

A cenografia também foi inspirada em grandes festivais de metal europeus e no filme Mad Max, deixando à mostra canos, placas de metal, estruturas, e pirotecnia por todas as partes, mostrando que o Maximus soube imprimir sua personalidade desde a primeira edição.

E o trabalho duro não foi só da produção não! Foi a primeira vez que nossos alunos tiveram funções em todas as áreas de um grande show, desde backstage, montagem, artístico, produção, operacional e funções no sistema cashless. Desde empulseiramento, solicitações de artistas, gradeamento, contagem de cadeiras, e até colocação de areia em algumas áreas do venue do evento, foram muitos os aprendizados! E eles mesmos contaram um pouco sobre a experiência para nós:

Bruna Covella, que participou da atividade como apoio do artístico, estava direto do backstage acompanhando a coordenação de horários e vans, além de montar kits do festival para os artistas e o credenciamento. “Como estava tudo dentro do planejado conseguimos aproveitar e ver os shows do Marilyn Manson e Rammstein, e eles foram incríveis e atenderam às expectativas com seus efeitos pirotécnicos e iluminação, que já estávamos sabendo desde a visita técnica. Foi uma experiência incrível!”

screenshot_7

Já a Soraya Mattar teve a experiência única de participar da desmontagem do show! “Gostei muito de poder acompanhar a desmontagem, por mais caótico que seja! Subir no palco e ver os equipamentos, as pessoas que estavam lá embaixo para ver os shows e nós lá trabalhando foi uma experiência incrível! O backstage também estava bem tranquilo e achei tudo muito organizado. Gostei muito mesmo!”.

A Aline Doná teve a experiência diretamente com a Magda, produtora responsável pelas ativações do festival. “Eu pude ver como ela sempre estava de olho em tudo, e seu cuidado com os parceiros, indicando até para os seguranças orientarem o público sobre as filas que atrapalhavam a circulação. Pude ver que um bom atendimento faz a total diferença, que planejamento é fundamental para evitar grandes problemas no dia do evento, e como é importante formalizar tudo que está acontecendo para os responsáveis pela área”. Ela também comentou sobre o evento: “O Maximus superou minhas expectativas. Parecia um evento que já existe há muito tempo, e que trouxe a atmosfera do metal para as pessoas viverem sem nenhum tipo de preconceito. Ele fez jus ao nome!”

Julio Santos, nosso aluno que participou da área de operacional resumiu bem a experiência: “Transmitir toda a sua paixão por música e entretenimento na forma de um trabalho árduo é de um valor imensurável!”

Então fiquem ligados que a edição 2017 já está programada para o dia 20 de maio! E se for como a edição 2016, tudo indica que será o MAXIMUS! 😉