Mulher de atirador que atacou a boate Pulse em 2016 é absolvida

Mulher de atirador que atacou a boate Pulse em 2016 é absolvida

Nesta sexta feira (30), a viúva de Omar Mateen, o homicida da discoteca Pulse, que fez 49 mortos, foi absolvida. O atentado ocorreu em 12 de junho de 2016.

Noor Salman, 31 anos, foi acusada de mentir ao FBI durante a investigação do tiroteio e de ter ajudado o marido a planejar o ataque. Se fosse considerada culpada, a pena seria de prisão perpétua.

Omar Mateen entrou em uma boate gay em Orlando (EUA), juntamente com Noor, efetuando disparos contra o segurança do local e assassinando mais 49 pessoas dentro do estabelecimento.

Esse caso é considero o maior atentado nos EUA, desde o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, quando ocorreu o famoso ataque contra às Torres Gêmeas.

Além de 49 mortos, o ataque deixou 50 feridos. Omar foi morto pelos policiais no local.

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Noor Salman e Omar Mateen

O julgamento de Noor Salman se iniciou no dia 3 de março deste ano e ocorreu em um tribunal de Orlando, Flórida. O advogado defesa da mulher, Charles Swift, conseguiu provar que ela tem QI reduzido, é infantil e era dominada pelo marido, que era abusivo. Dessa forma, conseguiu a absolvição da cliente.

O advogado também disse que a confissão dela, que foi feita para o FBI no dia em que o ataque aconteceu, quando ela admitiu ter consciência de que o marido estava prestes a cometer o atentado terrorista, foi feita sob coerção do agente que havia lhe interrogado, afirmando também que não era possível que Salman soubesse que Mateen atacaria a discoteca, se nem ele sabia.

O alvo de Mateen seria o centro comercial da Disney – onde esteve horas antes do ataque à Pulse, tal como mostram as imagens das câmaras de segurança do centro comercial, com uma arma escondida num carrinho de bebé e a ser seguido por vários seguranças. Terá sido por causa disso que o atacante mudou de planos, tendo escolhido atacar a discoteca.

A boate fecharia às 3 horas da manhã. Porém, às 2 horas, uma hora antes de a casa fechar, a música foi interrompida por conta do barulho de rajadas do fuzil AR-15 e de uma pistola usadas por Omar. Enquanto ele efetuava os disparos, as pessoas do local imaginaram que não passava de efeitos de um rap ou um reggaeton, mas, na verdade, estava acontecendo o maior ataque a tiros da história recente dos Estados Unidos.

Foi constado que o assassino tinha repulsa por homossexuais. Logo após cometer o atentado, ele ligou para a polícia informando que tinha agido em nome do grupo terrorista Estado Islâmico.

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