SIM, NÓS PODEMOS!

SIM, nós podemos!

Estamos saindo do ano “que ninguém aguentava mais” para o ano do “o que será?”.

Bem-vindo, 2016!

Se conseguirmos dar conta das paixões, e emoções destapadas, podemos absorver e usar todos os aprendizados da lama aos palcos para construir um ano lindo. O ano de 2015 derrubou ilusões e mentiras. Iluminou incompetências, falências, malfeitos. Iluminou bem feitos também.

2015 se despede… Com menos empregos e mais iniciativa. Pagaremos felizes pelo fim da inocência que 2016 nos traz.

Dezembro foi especialmente coroado: enquanto o cabo de guerra pelo poder tensiona Brasília; em São Paulo, estudantes da rede pública tomam coletivamente o destino nas mãos, apoiados por parte da população e pela classe artística.

O movimento aconteceu à revelia de manda chuvas,. Aulas ótimas, descobertas de materiais preciosos aconteciam enquanto a molecada cuidava de seus espaços com um carinho que poucos funcionários públicos dispenderam a vida toda.

No mesmo final de semana da Virada nas Escolas, tivemos o SIM São Paulo – um presente para o mercado de música no Brasil. O evento é a cara destes tempos em que precisamos sentar para discutir.

O nome é de quem não pensa e nem faz pequeno – a Semana Internacional de Música de São Paulo, promovida pela INKER da Fabbie Batistela, em seu terceiro ano conta com um aumento no número de participantes, parceiros e patrocinadores. A casa nova, o Centro Cultural São Paulo foi um bônus: quase tudo concentrado em um único espaço, fez com que a circulação entre os painéis, palestras, speed meetings e showcases fluísse antagônica ao trânsito da cidade nesta época do ano. Shows eram a bebida exótica do dia, abertos também para o público do Centro Cultural.

Nos painéis, a perspectiva de ângulos diversos – de negócios, de tribos, posição ou geografia, enxerga o cenário da música brasileira em um mar de possibilidades e diversidade. Sim, apesar de todas as dificuldades, colocamos na mesa os problemas para acharmos, não nos painéis, mas em casa, no dia a dia, as saídas e novas idéias.

O que o ano com menos dinheiro na praça significou nos seus dias? Até onde vi, ninguém estava parado. Atividades e conexões se multiplicaram,a despeito da moeda. Os independentes, que sempre viveram no conta-gotas, continuam se movimentando em constante transformação.

Até aqui, promovemos o trânsito do mainstream como aprendizado.

Hoje temos mais. Um material riquíssimo na mesa.

O que o mercado independente, assim como os estudantes nas escolas neste movimento de transformação vem nos contar sobre o futuro? No mínimo, velhas fórmulas do mundo corporativo sofreram abalos, e abrimos um espaço para um novo empreendedor.

Espero que não tenhamos apenas sobrevivido a este ano. E sim que ele tenha nos tornado mais criativos.

Fabi

31/12/2015