Sony compra catálogo de Michael Jackson por US$ 750 milhões

A Sony, apostando no crescimento do streaming de músicas online, concordou em pagar US$ 750 milhões para comprar os 50% de participação que os herdeiros de Michael Jackson possuíam de seu catálogo de músicas. Adquirido pelo cantor desde 1985, quando percebeu que comprar os direitos de canções de artistas renomados era um bom negócio, o catálogo possui mais de 4 milhões de canções.

O acordo dá à Sony os direitos de transmissão das canções e álbuns, inclusive os que estão nos streaming do Spotify, Apple e Youtube. De acordo com a gravadora, o crescimento dos serviços de streaming podem aumentar os lucros no mercado da música para até US$ 5.2 bilhões em 2017

“O valor dos ativos de música estão subindo com o crescimento do streaming,” disse Damian Thing, um analista do Macquarie Group em Tóquio. “A Sony está pagando menos do que o catálogo vale.”

O cantor adquiriu o catálogo do magnata australiano Robert Holmes à Court em 1984 por US$ 41,5 milhões para depois se juntar com a Sony uma década depois, formando a Sony Music/ATV (empresa de televisão japonesa). Agora, a Sony passa a ter 100% de um gigantesco catálogo, que inclui material de quase todos os grandes astros da música das últimas décadas, desde Beatles e Rolling Stones a Rihanna e Taylor Swift.

O conglomerado japonês decidiu em setembro de 2015 tornar efetiva uma cláusula que figurava no contrato entre ambas as partes que dava opção de aquisição do total da sociedade.

“Esta aquisição permitirá à Sony se adaptar mais rápido às mudanças no negócio da edição musical”, explicou o executivo-chefe da Sony Entertainment, Michael Lynton.

Mesmo com a venda de seu catálogo, os herdeiros do cantor ainda tem os direitos de todas as suas canções e ações da gravadora EMI.