#Superbowl 50: O halftime foi isso tudo mesmo?

Era de se esperar que, na 50a edição de um dos maiores eventos esportivos do mundo, o halftime seria inesquecível, mas não foi exatamente o que aconteceu com o show do Coldplay no último domingo (7). Mesmo com participações de astros como Beyoncé – que fez uma apresentação arrebatadora de seu novo single “Formation” – e Bruno Mars (com participação do Dj/Produtor Mark Ronson) cantando o mega hit “Uptown Funk“, o grupo pareceu apagado e com o som abafado no Levi’s Stadium na Califórnia.

Por ter sido um dos primeiros anos onde o show do intervalo aconteceu a luz do dia, é claro que desafios de iluminação e palco já se tornam incrivelmente maiores, já que o efeito dos leds e qualquer iluminação mais arrojada perdem grande parte do efeito com a claridade. “Quando está escuro, você pode usar todos os tipos de efeitos teatrais com a iluminação – vídeos e lasers,” diz o produtor-supervisor do evento, Rob Paine. “Com a luz do dia, você precisa descobrir como esconder as coisas.” O próprio diretor de iluminação do evento, Bob Barnhart disse que criou cinco cenários de iluminação completamente diferentes para o show, e escolherá o mais apropriado de acordo com o clima do dia. “Iluminação não terá uma grande contribuição artística esse ano.”

O show de intervalo tinha como objetivo homenagear presente, passado e futuro – além de uma bela mensagem sobre amor – então depois de alguns hits recentes do headliner Coldplay, e singles de seus dois convidados, o telão passou a mostrar diversos artistas que já se apresentaram no evento, como James Brown, Bruce Springsteen, Michael Jackson, Katy Perry e U2, enquanto tocavam algumas de suas canções em um mashup que reuniu “Beautiful Day” do U2, “Purple Rain” do Prince e ainda as canções “Clocks“, “Fix You” e “Up&Up” do Coldplay.

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Tirando o impressionante palco feito de led com animações de mandalas coloridas que remetem às artes de seu último disco, “A Head Full of Dreams“, o Coldplay acabou se tornando convidado do próprio show – já que aparentemente esqueceram de avisar Beyoncé que ela convidada, e ela resolveu roubar o show com seu modelito inspirado no clássico utilizado por Michael Jackson em seu Superbowl, além do fato que ela falou sobre política e direitos negros em um evento transmitido para mais de 100 milhões de pessoas no mundo todo. Sem dúvida polêmico, e de longe o melhor momento da noite.

Uma curiosidade que faz a alegria dos produtores artísticos do evento, é que um lineup como o de domingo não sairia por menos de 6 milhões de dólares, porém nenhum artista recebe cachê para tocar no Superbowl. Isso acontece graças a exposição mundial que o artista recebe, além de ser uma mídia perfeita para divulgar novos singles, turnês (Beyoncé e Coldplay se aproveitaram da noite para informar sobre suas novas turnês). A NFL cobre todos os custos de produção (estima-se que a produção do show de Bey em 2013 tenha custado 600 mil dólares).

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Um exemplo de como o evento ajuda a catapultar vendas vem dos próprios convidados desse ano: Na semana depois do Superbowl de 2014, o álbum de Mars, Unorthodox Jukebox, passou de 7o ao 3o lugar na lista da Billboard 200 já que as vendas subiram 92%, no ano anterior, as vendas do álbum “4” de Beyoncé subiram 59%.

 

 

Pensando sobre o evento, deixamos alguns questionamentos:

Você achou que o Coldplay incorporou bem a campanha Global Citizen em sua performance?

Você gostou na combinação dos artistas?

Como ter uma performance tão grande a luz do dia afeta a produção?

Você acha que artistas deveriam ser pagos para tocar no Super Bowl?

Você acha que o mesmo artista deveria ser convidado para tocar mais de uma vez?

O que você achou da decisão de Beyoncé, como convidada, de anunciar a sua turnê mundial no evento?

Existe um gênero musical que funciona melhor em eventos esportivos como esse, já que o show é tão curto?