TomorrowWorld em perigo enquanto Tomorrowland esgota em minutos

O mercado de shows pode ser muito peculiar às vezes, e um bom exemplo aconteceu essa semana. Enquanto o braço americano do Tomorrowland, a SFX Entertainment (responsável pelo TomorrowWorld nos Estados Unidos), pediu falência, o festival belga conseguiu esgotar 130 mil ingressos para a edição belga deste ano em apenas 40 minutos.

De acordo com Debbie Wilmsen, a porta-voz do Tomorrowland, “Tanto o festival em Boom (Bélgica) e o de Itu (em São Paulo) – que acontece em abril – seguem sem qualquer interrupção devido à situação atual. [No entanto], à luz da situação atual, nenhum plano concreto foi feito para o TomorrowWorld 2016.” Ela também afirmou que o grupo está explorando todas as possibilidades, e que o festival sempre trabalhou com uma filosofia de longo termo. “Nesse contexto todas as opções estão sendo consideradas para garantir isso, e como na Bélgica e no Brasil, o festival terá um futuro brilhante nos Estados Unidos também.”

Isso contradiz o que o CEO da SFX, Robert SF Sillerman, disse ontem durante o anúncio da falência: “Todos os eventos e festivais programados e planejados, irão acontecer sem interrupções, dando aos milhões de fãs da SFX uma temporada ininterrupta de experiências espetaculares.”

No restante do império desmoronado da SFX, o CEO do serviço de streaming Beatport (que também pertence à SFX), Greg Consiglio, garantiu aos artistas, fornecedores e gravadoras que “[pedir falência] não terá impacto na nossa habilidade de continuar oferecendo a mais completa experiência de música eletrônica disponível. Por aqui, os negócios seguem normalmente.”

Agora resta saber como isso afeta o mercado mundial de festivais, já que a SFX é dona de festivais como o Electric Zoo (EUA), Mysteryland (Holanda, Chile e EUA), Stereosonic (Austrália).